segunda-feira, 26 de novembro de 2012

sábado, 24 de novembro de 2012

pertencer...

Pertenço a tudo que me pertencer. Gosto de tudo que gostar de mim. Meu coração é meu guia. Me dou em caixa rosa com laços coloridos. Abro um sorriso maior do mundo quando me sinto á vontade. A luz que agora brilha nesse peito aqui, ninguém mais tira. Por que é dela que eu me alimento e faço valer todos os dias.

Então me faça um favor: Não me limite dentro das suas paredes, não me cegue com seu ego tosco e não me teste para ver até onde eu vou. Eu vou longe, lhe aviso. E tenho a insistente mania de me sair bem nas provações. Então a escolha é sua. Se quiser sorrir, na trilha que eu ando tem bastante espaço. Se quiser vir comigo, dê o sinal. Eu vou contigo até o final.

Amar e não ter vergonha de sair com a pessoa em público.

domingo, 18 de novembro de 2012

não sei...


Não sei conter meus sentimentos, até tento, mas é algo que foge do meu domínio, não sei deixar pra depois, não sei fingir que nada está acontecendo. Minha intuição é foda, acho desnecessário passar por cima do que está sentindo, querendo. Não sei desistir sem esgotar todas as possibilidades de entendimentos, consertos, acertos... e toda tentativa é linda, mesmo quando eu falo e o que falo é pra mim mesma. Mesmo assim, eu esgoto as palavras até elas me esgotarem, me cansarem, aí desisto, ou melhor, não insisto mais, mas tendo a certeza que fiz tudo que podia ser feito... e que se não deu certo, a culpa não foi minha, mas não vamos falar em culpa, podemos dizer que: apenas não deu certo.

E como disse Caio: "quando a gente quer que alguém fique, a gente constrói até um castelo"

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

até última gota...


Quer meu amor, carinho, respeito e admiração? Me deixa livre, me deixa solta, não me pressiona, não me força, não me prende. Mas ao mesmo tempo me mostra que tenho pra onde voltar, que tenho abrigo, que tenho colo, que tenho conforto e, de quebra, um cafuné pra me fazer companhia nas noites vazias.

Não sou tão difícil assim de desvendar. Meus olhos nunca souberam mentir, apesar da minha boca dizer certas coisas que nem sempre são sinceras. Me desculpe, mas é que às vezes preciso fingir. Preciso dizer que não te quero só pra ver se me convenço. É que não posso te querer tanto. Dizem que o amor machuca, eu tenho esse lado infantil que se atira sem pensar e esse lado adulto que se preocupa com os tombos que surgem no meio dessa difícil estrada que é o sentir. 

Tenho um bocado de coisas pra aprender, meu coração ainda é criança. Sofro por coisas bobas, me preocupo com o que ninguém vê. O invisível sempre me interessou demais. Aquilo que a gente não consegue tocar, mas que consegue sentir profundamente. E eu sinto tanto, tanto. Me confundo no meio de tantos sentimentos bons, contraditórios, sem nome, sem nexo. Nem sempre sentir esclarece as coisas, não. Muitas vezes o sentir só atrapalha tudo e deixa a gente ainda mais enrolado. Mas que graça a vida teria se não fossem esses gostinhos doces e salgados, alternando, se misturando, lutando entre si? Nenhuma. Por isso, aceito resignada o que me foi destinado. Nasci pra andar sempre de mãos dadas com a minha liberdade e com o amor que me move e me faz sentir cada coisa de forma arrebatadora. E vou viver assim até o último dia da minha vida. 

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

foda-se

A vida é um pêndulo entre o foda-se e o me fodi.

sábado, 10 de novembro de 2012

conjugando...

Existem verbos que são difíceis de serem conjugados. Muitos deles apresentam irregularidades complexas. “Amar”, por exemplo, é um verbo muito irregular. Há quem o conjugue perfeitamente bem, esquecendo-se, no entanto, da primeira pessoa do plural. “Eu amo”, “tu amas”, “ele ama”, “vós amais” e “eles amam” (observe que “nós” não foi incluso na conjugação). Outros, ao que parece, faltaram às aulas de Português e sequer sabem conjugar este verbo tão essencial à vida.

Há aqueles sujeitos que se esquecem das regras de concordância verbal, de acordo com as quais a conjugação “amamos” adequa-se apenas ao sujeito “nós”, jamais concordando com “eu”. “Nós nos amamos” e não “eu nos amamos”, certo?

Há, ainda, sujeitos que conjugam “amar” como Verbo Intransitivo, sem apresentar um complemento, e ocultando o sujeito da oração. Gramaticalmente, está correto dizer “Amo”. Neste caso, o sujeito oculto pode ser facilmente identificado pela desinência verbal: eu amo. No entanto, falta um complemento ao verbo: não se sabe quem é amado. Mas, convenhamos, muitas vezes é melhor que amar seja Verbo Intransitivo e que o sujeito fique oculto, para evitar erros de interpretação do enunciado e não cair nas armadilhas da Língua Portuguesa. Nem nas armadilhas do coração.

O cuidado com as regras de concordância garante que nenhum dos sujeitos fique sem conjugação e sofra por causa de um substantivo abstrato.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

perigo...

Perigo é ter você
Perto dos olhos
Mas longe do coração
Perigo é ver você
Assim sorrindo
Isso é muita tentação...
Teus olhos, teu sorriso
Uma noite
Nem quero saber
Se o clima prá romance
Eu vou deixar correr
De onde isso vem?
Se eu tenho alguma chance
A noite vai dizer
Nisso todo mundo é igual
Hum! Hum! Hum! Hum! Hum!
Anjo do bem
Gênio do mal...
Perigo é ter você
Perto dos olhos
Mas longe do coração
Perigo é ver você
Assim sorrindo
Isso é muita tentação...
Teus olhos, teu sorriso
Uma noite...

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

minha sina é vc...

Esquecer de nossas noites será impossível. Esquecer de ti é meu maior castigo. Esquecer nossas cumplicidades era meu maior medo. Esquecer tua voz. Esquecer o brilho dos teus olhos. Esquecer diariamente de você. Mas meu castigo é maior. É te ver em meus sonhos. É brigar com meu desejo. Desde o dia que partiu.

                                                      Te esquecer é minha sina. E no final, lembrar que fui o responsável. 

domingo, 4 de novembro de 2012

trinta e poucos...

O mundo deu muitas voltas desde que eu fiz vinte anos e a vida está aí, fora da sua janela. Ela mesma, a vida sem rodinhas na bicicleta. E você mudou sem oferecer a menor resistência, sem se surpreender com as coisas que chegaram e se instalaram. Dei muita cabeçada até entender como as coisas funcionam. Até entender que por mais que você escolha a vida, as pessoas e o futuro que quer, é MUITO difícil encontrar o caminho.

Quando você não tem mais vinte anos é outro jogo. Pelo menos metade dos meus amigos já se casou e boa parte das suas inseguranças se foram pelo ralo. Você já não tem tanto tempo para ouvir os seus discos preferidos e deixou de lado  as  paixões arrebatadoras para apostar o futuro no que  é sensato e bem pensado, ou, se deu o luxo  de fazer exatamente o contrário. Descobriu que não dá mais pra chorar no travesseiro pelos problemas não resolvidos e talvez, não te sobre tempo pra olhar para o teto e pensar naquele amor não correspondido. Até por que você também descobriu que nunca vai morrer por amor. Que a sua felicidade é muito importante para deixa-la nas mãos dos outros. E que chorar por um e outro será apenas algumas partes de um lego que ainda está longe de ser montado. Á essa altura você já teve um grande amor e provavelmente terá muitos outros. Mas aprendi que o mais importante é o amor próprio e que você não depende do tal ‘príncipe encantado’ para ser feliz para sempre. Que posso conhecer pessoas bonitas, atraentes, legais, inteligentes e que me tratam super bem. Mas será apenas uma dessas que terá ‘aquela coisa’ que você tanto quer.E que enquanto você não o encontra pode se divertir um bocado.

Meu círculo de amigos ficou menor. Agora quero qualidade não quantidade. As multidões já não te atraem nem os lugares cheios demais. Quanto mais espaço pra respirar e viver melhor. Você escolhe as conversas que quer participar e até o seu riso tem mais opinião. Você chora com menos lágrimas por que aprendeu que só dói até quando você descobre que passa. Sabe que o caminho é lento,que cair faz parte, que tudo tem volta e que isso ainda é apenas o começo.
Você desapega. De pessoas, de momentos, pensamentos, de vontades e verdades.  Você muda por que se decepciona com amigos, com amores mas aprende que ter paz não é ter uma bandeira branca  estendida na janela. É ter a alma limpa e um passado que não te condena. Aprende o quão essencial é aprender. Aprende a falar menos e ouvir mais. Percebe que coisas que você transformava num grande problema nem eram assim tão importantes. E que o mundo não pára pra você sentir, pra chorar, comemorar e muito menos para não saber o que quer da vida. Por que a essa altura você descobre, também que, contrariando tudo o que você pensava, mesmo com o amadurecimento você vai continuar não sabendo o que quer. 

Você passa a se importar muito mais com o seu corpo e sua saúde. Aprende três palavras importantes: Equilíbrio. Paciência. Relevar. Aprende que ninguém mais será o seu mundo. O seu mundo é aquele que você escolheu viver, com as pessoas que escolheu pôr dentro dele. Você descobre que a felicidade está no caminho e nos momentos que passam tão rápido. Que toda amizade passa por ciclos e que algumas pessoas simplesmente tem que ir. Aprende que pra bater com a cara no chão não é preciso se jogar. E se você não aprender a se levantar nada do que faça valerá à pena. Você se sente muito mais bonita e segura do que aos vinte. Usar filtro solar. Está mais serena, sem medo de absorver apenas o que interessa. Sabe agora o que NÃO quer ser quando crescer. E, principalmente, sabe que cresceu quando olha para trás e resolve perdoar o que deu errado por que sabe que o melhor ainda está por vir.
 
 Trinta e tantos, algumas dúvidas, respostas a mais que não existiam antes e apenas uma certeza: No palco da sua história, a atriz principal é você e a vida é muita coisa pra você ficar na platéia, passando por ela como mero coadjuvante.

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

sorrindo...

A gente deveria aprender a ouvir mais o coração. Cada pessoa sabe o que é preciso pra ser feliz, mas ninguém parece entender quando a gente só precisa de um abraço pra se sentir bem. Digo, aquele abraço verdadeiro. Aquela coisa de ficar sentindo a respiração do outro sem ter que se preocupar no quanto isso possa parecer estranho ou no tempo que esse momento deve durar. Uma das coisas mais bonitas que existem é quando a gente sabe e sente o que a outra pessoa quer dizer, sem ter que trocar uma palavra sequer. Já passei muitas noites em claro pensando no amor que não vinha.  A gente não tá preparado, mas quando acontece acabamos aprendendo a amar. Do nosso jeito torto, mas amamos. Tem dias que a gente só precisa de um sorriso e tá tudo bem. E acredite, manter um sorriso nesse mundo continua sendo  um desafio.

palavras...

Palavras abstratas podem ter um impacto concreto.
Dentre todas, "saudade" e "adeus" são as que mais fazem doer.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Eu gosto tanto de você que até prefiro...

Eu gosto tanto de você que até prefiro te esquecer…” ♫
Não, eu não errei a letra. É isso mesmo. Apesar de a letra original fazer muito sentido, essa versão pode virar trilha sonora da vida de muita gente. Pode parecer estranho, incoerente, mas acontece.
De repente, você conhece uma pessoa que gosta das mesmas coisas que você, que pensa de maneira parecida com a sua forma de pensar, que diz que gosta de você… Mas, do nada, ela some. E não dá motivo.
Oi? Mas ela não disse que gostava de você? Pois é. Também gostaria de entender.
E aí fica aquela dúvida: “o que eu fiz de errado?”. Pois eu lhe digo: nada. Absolutamente nada de errado. Acho que algumas pessoas têm medo de gostar demais e de querer ficar junto. Acho que se sentem inseguras para manter um relacionamento. Talvez não tenham maturidade suficiente pra isso. Ou talvez não queiram ficar só com uma pessoa porque querem ficar com todas. Só não sabem que quem tudo quer, tudo fica querendo.
De tanto pensar sobre isso, a gente acaba criando paranoias, começa a pensar que tem algo de errado, imagina mil e uma justificativas para ter levado o fora. Mas, pensando bem, é melhor nem pensar. E é aqui que começa a tocar a minha versão da música: eu prefiro esquecer. Pode parecer meio difícil aprender essa letra, mas é só uma questão de praticar.
Se bem que a canção original também está certíssima: “Eu gosto tanto de você que até prefiro esconder”. Hoje em dia os sentimentos andam tão expostos que não é à toa que eles vivem quebrados. Escondê-los, talvez, seria a melhor maneira de proteger o coração desses danos. Assim, ninguém brinca com eles e depois vai embora sem ajudar a arrumar a bagunça.
E você, qual das versões da música prefere: esconder ou esquecer?