sábado, 30 de junho de 2012

domingo, 17 de junho de 2012

sexta-feira, 15 de junho de 2012

paz

Hoje escrevo para você, que se sente sozinha. Que quer despertar com um beijo de bom dia. Que de vez em quando sente medo e não tem quem abraçar. Que quer alguém para dormir de conchinha. Que, por mais que tenha amigos, carreira e sonhos, não tem um amor.
Quero te dizer que não precisa ter inveja da sua colega de curso, da sua amiga de infância, da vizinha ao lado, daquela moça bonita que outro di...a andava de mãos dadas com aquele moço bonito. Você não precisa se sentir deslocada por ir ao cinema sem namorado. Nem por almoçar ou jantar sem ninguém do outro lado.

Escrevo para você, que sente uma ponta de inveja ao ver sua amiga que está namorando feliz. Que sente um leve recalque por ter visto sua colega da primeira série vestida de noiva. Que não consegue esconder que também queria que o final feliz pulasse dos finais dos filmes para a (sua) vida real.

Quero te dizer que ter um amor não basta. Assim como ter um corpo em dia não basta. Assim como ser reconhecida no trabalho não basta. Assim como realizar todos os sonhos do mundo não basta. E nunca, nunca vai bastar. A gente quer mais, sempre mais. O pouco não contenta. O mais ou menos não convence. O alguma coisa não enche a barriga, o coração, os poros, a vida.

Escrevo para você que acha que ter um namorado resolve todos os problemas do mundo. Não se engane, por favor, não se engane. É claro que existe companheirismo, cumplicidade, tesão, amor, amizade, parceria, admiração. É claro que existem todos os prós do mundo. Mas também existe briga, cara feia, troca de farpas e o lado sujo daquilo que a gente sempre quis um dia. Existe a chatice, o egoísmo humano, os defeitos em luzes neon piscando pela cidade.

Quero te dizer que muito mais importante que ter alguém é ter paz. Muito mais importante que ter alguém é saber lidar com você mesma. É se gostar, se curtir, se suportar, se superar todo dia. É gostar do que vê e do que não é visível aos olhos. É engolir e sorrir para a própria companhia. Muito mais importante que ter alguém é estar todo dia verdadeiramente apaixonada pelo “alguém” mais importante da sua vida: você mesma.
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ahhhhhh o amor...

quarta-feira, 13 de junho de 2012

sexta-feira, 8 de junho de 2012

amor?

Eu quando comecei a acreditar no amor eu acreditei de verdade. Achei um sentimento lindo, e ainda acho. Com o tempo, eu fui me envolvendo com algumas pessoas e amei algumas poucas delas. E essas mesmas me decepcionaram. Mas não quero falar sobre isso agora. Eu quero falar de um único e exclusivo argumento que me defrontei em ambos dos meus últimos dois relacionamentos: só amor não basta.
 
"Como assim só amor não basta?" eu perguntava. E eles sempre me responderam que era simples assim, que só o amor não sustentava um relacionamento. Muito me admirou essa revelação. Seria ela verdadeira? Seriam eles uns tolos incrédulos? Ou seria eu uma sonhadora incorrigível?
Eu não estou aqui falando que todos deveriam viver de amor porque todo mundo sabe que amor não enche barriga. Mas o amor, pelo menos pra mim, é sim a bomba propulsora de um relacionamento. Ele torna as coisas mais fáceis. Talvez não mais realizáveis, mas com certeza mais bonitas.
 
O amor pode não diminuir a distância, mas a torna mais aceitável. O amor pode não pagar suas contas no final do mês, mas te dá forças para lutar por algo melhor. O amor pode não te impedir de ficar irritada ao ver o seu namorado fazer aquele barulhinho irritante ao comer, mas com certeza faz com que você o aceite. O amor pode não fazer muitas coisas, mas o amor será sempre o que fará a diferença. Mesmo que mínima, mesmo que imperceptível.

terça-feira, 5 de junho de 2012

eu sou criança...


Eu sou criança. E vou crescer assim. Gosto de abraçar apertado, sentir alegria inteira, inventar mundos, inventar amores. O simples me faz rir, o complicado me aborrece. O mundo pra mim é grande, não entendo como moro em um planeta que gira sem parar, nem como funciona o fax. Verdade seja dita: entender, eu entendo. Mas não faz diferença, os dias passam rápido, existe a tal gravidade, papéis entra...m e saem de máquinas, ninguém sabe ao certo quem descobriu a cor. (Têm coisas que não precisam ser explicadas. Pelo menos para mim). Tenho um coração maior do que eu, nunca sei a minha altura, tenho o tamanho de um sonho. E o sonho escreve a minha vida que às vezes eu risco, rabisco, embolo e jogo debaixo da cama (pra descansar a alma e dormir sossegada).
Coragem eu tenho um monte. Mas medo eu tenho poucos. Minha bagunça mora aqui dentro, pensamentos dormem e acordam, nunca sei a hora certa. Mas uma coisa eu digo: eu não paro. Perco o rumo, ralo o joelho, bato de frente com a cara na porta: sei aonde quero chegar, mesmo sem saber como. E vou. Sempre me pergunto quanto falta, se está perto, com que letra começa, se vai ter fim, se vai dar certo. Sempre questiono se você está feliz, se eu estou bonita, se vou ganhar estrelinha, se posso levar pra casa, se eu posso te levar pra mim. Não gosto de meias palavras, de gente morna, nem de amar em silêncio. Aprendi que palavra é igual oração: tem que ser inteira senão perde a força. E força não há de faltar porque aqui dentro eu carrego o meu mundo. Sou menina levada, sou criança crescida com contas para pagar. E mesmo pequena, não deixo de crescer. Trabalho igual gente grande, fico séria, traço metas. Mas quando chega a hora do recreio, aí vou eu... faço manha, tomo sorvete no pote, choro quando dói, choro quando não dói. E eu amo. Amo igual criança. Amo com os olhos vidrados, amo com todas as letras. A-M-O. Sem restrições. Sem medo. Sem frases cortadas. Quer me entender? Não precisa. Quer me fazer feliz? Me dê um chocolate, um bilhete, um brinde, uma mentira bonita pra me fazer sonhar. Não importa. Todo dia é dia de ser criança e criança não liga pra preço, pra laço de fita e cartão com relevo. Criança gosta mesmo é de beijo, abraço e surpresa!

domingo, 3 de junho de 2012

Amor, pra mim, só dura em liberdade.

É aquela velha história. Amor, pra mim, só dura em liberdade. Nasci pra ser livre e – quem quiser – que me aceite assim. Tenho um coração que quase me engole, uma força que nunca me deixa e uma rebeldia que às vezes me cega. Sou guerreira. Sou druida. Sou filha da lua. Quero sempre o voo mais alto, a vista mais bonita, o beijo mais doce. Tenho um jeito de viver selvagem, mas sou mansa com quem merecer. Não gosto de café morno, de conversa mole, nem de noite sem estrela. Sou bem mais feliz que triste, mas às vezes fico distante. E me perco em mim como se não houvesse começo nem fim nessa coisa de pensar e achar explicação pra vida. Explicação mesmo, eu sei: não há. E me agarro no meu sentir porque, no fundo, só meu coração sabe. E esse mesmo coração que me guia e não quer grades nem cobranças, às vezes me deixa sem rumo, com uma interrogação bem no meio da frase: O que eu quero mesmo?

Por isso, eu te peço (de um jeito meio sem-vergonha, que é assim que eu costumo ser): se eu gostar de você, tenha a gentileza de não me deixar tão solta. Não me pergunte aonde vou, mas me peça pra voltar. Sou fácil de ler, mas não tente descobrir por que o mesmo refrão insiste em tocar tanto. Se eu gostar de você, tenha a delicadeza de também gostar de mim. E me deixe ser, assim, exatamente como eu sou. Meio gato, meio gente. Desconfiada. E independente. E adoradora de todos os luxos e lixos do mundo. Quer me prender? Nem tente. Quer me adorar? A escolha é sua, meu amigo, vá em frente!

quem vive de passado é museu...

Adoro a frase "quem vive de passado é museu". Assino embaixo. Foi-se. Escafedeu-se. Acabou-se. Terminou. Já era. Babaus. Foi pro beleléu. Mas o passado é importante. Demais. Por isso diversas pessoas têm dificuldade em lidar com ele, entender, aceitar e deixar no lugar que pertence: lá atrás. O passado reúne sentimentos, emoções, traumas, sonhos, fantasias, aprendizados, sensações, conhecimentos, ...experiências, amores, desilusões, ilusões, decepções. No passado erramos e acertamos. Vivemos. Esquecemos. Erramos de novo. Entendemos. Aceitamos. Nos resignamos. Superamos. O passado pode ter sido bom ou muito ruim. No passado ficaram momentos legais e cretinos demais. Lá no passado ficaram pessoas, lugares, fotografias, jornais, revistas, amigos. Datas marcantes e sujeitos significantes. O passado é pra ser recordado e não revivido. Não dá pra ficar na janela retrocedendo a fita de nossas vidas. Revendo sempre o mesmo filme. Olhando sempre os mesmos negativos. O que passou é fundamental, o que vivemos é imprescindível e o que virá é o que nos enche de esperança e fé. Podemos levar os amigos e amores do passado para o futuro. Ou não. Nem tudo que estava presente em nossas vidas no começo pode ser mantido até o fim. A vida é cíclica. Dá voltas. Reviravoltas. Giros. Piruetas. Cambalhotas. Rodopios. O passado é pra ser brindado. Vamos brindar aos erros e acertos do que já se foi. Mas vamos manter o foco no hoje e agora...olhando para a frente, sempre! Saúde!

sexta-feira, 1 de junho de 2012